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O Príncipe Corvo – Elizabeth Hoyt

postado em setembro 27, 2017
Bom dia meus Amores!!!! Hoje trago mais uma estréia de autora aqui no Blog, estou falando de Elisabeth Hoyt, e para dar inicio eu escolhi a obra O Principe Corvo, primeiro volume da Trilogia dos Principe, vem comigo conhecer a estória de amor entre Anna Wren e Edward de Raaf.

Sinopse

Primeiro volume da Trilogia dos Príncipes. Assistindo à ruína das finanças familiares, Anna Wren, recentemente enviuvada, vê-se na necessidade de encontrar um emprego. Culta e letrada, torna-se secretária do conde de Swartingham, um homem de um caráter mordaz e inflexível, de rosto e corpo marcado por cicatrizes. A postura do conde faz com que Anna perceba que o trabalho não durará muito. Porém, em um improvável lance do destino, ambos despertam o lado mais secreto um do outro, rapidamente desenvolvendo um desejo mútuo e de forte carga erótica, inicialmente não assumido. Na Inglaterra do Império e das conquistas ultramarinas, às vésperas da Revolução Industrial, conseguirá o preconceito e o conservadorismo separar duas almas feitas para se unirem?

Resenha

Nossa estória tem inicio em Little Battleford, Inglaterra, no ano de 1760.
 
Nossa protagonista se chama Anna Wren, tem 31 anos, viúva há mais de 6 anos, dona de olhos e cabelos castanhos, um corpo comum escondido embaixo de vestidos velhos e de cores escuras, mas que possui uma boca para lá de sedutora. Nossa Anna possui uma vida difícil, seu marido faleceu deixando muito pouco para ela e sua sogra a Sra, Wren (por quem Anna tem como uma mãe), sendo assim ela se vê obrigada a procurar um emprego para pagar as contas do mês, pois não existem mais como fazer cortes no orçamento. Com esse objetivo Anna bate em muitas portas oferencendo seus serviços como tutora de crianças ou ate mesmo como dama de companhia, mas a sorte parecia não lhe sorrir, pois chegou ao final do dia sem conseguir um amado emprego.
 
 
Agora vamos falar um pouquinho sobre o nosso protagonista, Edward de Raaf, 5° Conde de Swartingham, tem 34 anos, possui olhos pretos como carvão, um rosto marcado pela varíola e uma personalidade para lá de difícil, seu gênio conseguiu afastar seus últimos 2 secretários, na verdade quase todos os seus funcionários o temem, afinal haja berros e coisas sendo atiradas na parede, ele realmente é de dar medo… risos….
 
— Eu preciso de um secretário para transcrever meu manuscrito para a série de palestras da Sociedade Agrária daqui a quatro semanas — declarou ele, de modo assustador. — De preferência, alguém que fique mais de dois dias. Encontre essa pessoa. — Ele agarrou outra folha de papel e voltou à leitura.
 
E foi assim que o caminho de Anna se cruzou com o do nosso Conde, mesmo não sendo usual na época, Anna será a nova secretária do Lord Swartingham. Edward mora em Revenhil, uma construção em estilo clássico, com quatro andares de altura, cercada por muito verde, a abadia era uma ilha, solitária e arrogante em seu modo de ser, combinava muito com o dono a quem pertencia.
Anna estava nervosa para conhecer finalmente o Conde, visto que conseguiu o emprego com o seu funcionário Felix Hopple, que depois de procurar muito pela vila por um candidato a altura e sem obter sucesso, resolve dar uma oportunidade a Sra.Wren. Mas esta apresentação demorou alguns dias, visto que o Conde teve que partir para Londres para resolver alguns assuntos.
Nesse meio tempo ela conheceu o local aonde iria trabalhar, uma biblioteca que possui muitos livros, Anna estava impressionada com o local, e se colocou a trabalhar o mais rápido possível, sua função praticamente era transcrever os rabiscos que o Conde fazia sobre suas teorias e estudos, missão bem difícil levando em consideração a sua caligrafia e a quantidade de ressalvas e setas nas bordas das folhas, mas com o tempo Anna foi pegando o jeito e começou a entender dos rabiscos e até mesmo sobre o conteúdo que o Conde tanto se interessava.
Mas como não poderia deixar de ser, chegou o dia em que os dois ficaram frente a frente, e posso dizer que o ar daquela biblioteca ficou automaticamente elétrico, ambos tinham uma personalidade difícil, apesar de que o Conde ganhava e muito neste quesito, mas Anna não abaixava a cabeça e não tinha medo dos berros e frases curtas e grosseiras.
 
Ambos nutriam um desejo ardente um pelo o outro, mas o Conde lutava contra, pois Anna era uma viuva respeitada no vilarejo e ele achava que não tinha nada para oferecer para ela, visto que naquele momento já estava noivo de outra Lady em Londres, e Anna por sua vez esperava que ele tomasse a iniciativa, pois já tinha sofrido muito no casamento antes de ficar viúva e perdeu muito da sua autoestima.
 
O conde a observava fixamente, de tal modo que a respiração de Anna se acelerou. Ela podia sentir o rosto esquentar. Naquela tranquilidade, a brisa brincalhona soprou um fino cacho de cabelo em sua boca. Ele esticou a mão bem devagar e retirou-o com as pontas dos dedos. Os calos na mão de Lorde Swartingham roçaram a pele delicada de seus lábios, e ela fechou os olhos, cheia de desejo. Com cuidado, ele ajeitou o cacho de volta no penteado, e sua mão desceu pela têmpora dela.
 
E ficamos neste empasse até quase metade do livro, quando Anna toma uma decisão para lá de inusitada, até mesmo para mim nos dias de hoje, não me imagino fazendo tal coisa de jeito nenhum, mas a nossa protagonista sabia muito bem o que queria, ela queria o Conde, nem que fosse apenas por uma noite, e foi pensando assim que ela decide ir até um sofisticado Bordel em Londres e se fantasiar com uma máscara para obter o que deseja, o que era para ser uma noite, acabou sendo duas, uma mais quente que a outra, as páginas pegaram fogo, mas no fim ela voltou para Little Battleford, para sua função de secretária e rezando para que ele não descobrisse que ela era a mulher com que ele tinha transado no Bordel, mas fingir que nada aconteceu foi uma penitência, afinal quando a gente come um doce gostoso, fica muito difícil não ter vontade de repetir….
Anna observou distraída enquanto Lorde Swartingham se afastava, ao mesmo tempo que enfiava a mão na aniagem enlameada. Ela sabia como era a sensação daquele homem em seu corpo no escuro. Sabia como seu corpo se movia quando fazia amor. Conhecia os sons roucos e graves que ele produzia do fundo da garganta quando atingia o clímax. Ela sabia as coisas mais íntimas que alguém pode saber sobre um homem, mas não sabia como conciliar esse conhecimento com a visão dele à luz do dia.
Mas chega de Spoilers, o livro continua com muitas revelações e cenas para lá de envolventes e até mesmo engraçadas, Elizabeth Hoyt possui um jeito muito gostoso de compor as suas estórias, uma linguagem fluida e gostosa que me prendeu, entrei madrugada à dentro com o livro nas mãos e só parei de ler pois me obriguei a dormir, mas sonhei com os personagens e sua estória, para mim este é o maior feito de um escritor, prender tanto assim o leitor não é uma missão nada fácil. O Principe Corvo possui 340 páginas e foi publicado em julho de 2017
Já tenho na minha estante o segundo volume da série O Principe Leopardo, em breve teremos resenha aqui no Blog.
Elizabeth Hoyt nasceu em Nova Orleães, onde a família da mãe vive há várias gerações, mas foi criada nos invernos gélidos de St. Paul, Minnesota. Quando era pequena, a família viajou muito na Grã-Bretanha, passando um verão em St. Andrews, na Escócia, e um ano em Oxford. Tem uma licenciatura em Antropologia pela Universidade de Wisconsin, Madison. Wisconsin foi também o local onde conheceu o marido, arqueólogo – numa escavação num campo de milho – e vivem no centro do Illinois, com os seus dois filhos, três cães e um jardim que ela cuida com entusiasmo. A família Hoyt gosta de fazer férias que acabem invariavelmente em sítios arqueológicos.

E este foi o Post de hoje, obrigado pela visita, e até o próximo!!!!

 

Fernanda Tusutiya

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